Carnaval de Rio 2010

Thème de Unidos da Tijuca pour le carnaval de rio 2010

thème unidos da Tijuca 2010 Le thème de Unidos da Tijuca sera « É segredo ! » : « c’est secret ! »

L’école de Tijuca devrait parler de hackers, du triangle des Bermudes, des potions, des civilisations anciennes dont certaines n’ont aucun vestige. Et c’est d’ailleurs sur ce dernier point que l’école semble vouloir se concentrer.

De ces civilisations disparu à cause de catastrophe, il ne reste que peut d’indice, de vestiges et ces quelques preuves, ces récits incomplet et toutes ces questions font naitre bien des MYSTERES que seule l’imagination peut faire renaître.

Ces lacunes dérangent ceux qui passent par un processus de création basé sur la reconstitution historique, mais nourrissent ceux qui osent de créer des LÉGENDES.
Voici en portugais la synopsis complète du thème.

Enredo: É segredo!

O enredo da Unidos da Tijuca em 2010 é segredo. Foram muitas pesquisas, estudos, reflexões, textos contendo ideias e informações importantes, de onde acontecimentos e personagens da história da humanidade vinham e iam. Apenas tentativas que não nos levaram a lugar algum. Apesar de escolhermos vários temas, descobrimos que nem sempre é possível REVELAR na Avenida como tudo aconteceu. Não encontramos explicações que nos proporcionassem o entendimento. Nem sempre ESCONDER pode ser apenas uma divertida e inocente brincadeira.

As imagens surgiam para nos revelar alguma coisa, nos dar a certeza de que ali estavam respostas e, de repente, nada era mais como parecia ser alguns segundos atrás. Como isso pôde acontecer, se tudo parecia tão claro? Como num passe de MÁGICA, o que tínhamos diante de nós se transformava em outra coisa. Inexplicável.

Procuramos um caminho que nos levasse a DECIFRAR e a entender o que se passava.

Também não resistimos à tentação de buscar histórias relacionadas às antigas civilizações. Tantas já percorreram a Avenida mostrando como viviam povos antigos. Tantas…

Livros, mapas, textos, documentos valiosos… E fomos descobrindo que além das tantas histórias já reveladas existiam aquelas que nunca ninguém ousou transformar em carnaval. Por que não? Talvez porque num passado distante elas deixaram de existir. Viraram CINZAS, poeira das grandes batalhas em que só a vitória importa. Custe o que custar.

Em leituras incessantes, varamos noites e dias. Nas páginas restantes de catástrofes que APAGARAM a memória dessas civilizações, muitas perguntas, poucas narrativas completas, dúvidas e muito MISTÉRIO. E o tempo foi passando no contato com as informações recolhidas ao longo de séculos sobre povos que desapareceram e só nos deixaram perguntas.

Encontramos alguns VESTÍGIOS de tantos outros povos que viveram em nosso planeta. Nesse planeta? Ruínas, marcas, restos.

Túmulos escondidos, sinais claros da existência de lugares sobre os quais pouco conhecemos. Registros apagados pelo tempo. Histórias únicas e perdidas.

Tanto conhecimento poderia ser traduzido em grandes enredos. Lugares que sabemos terem existido, mas que só a imaginação poderia reconstruir. Essas lacunas devem incomodar a todos aqueles que atravessam um processo de criação baseado na reconstituição histórica. Mas alimentam aqueles que se aventuram a criar LENDAS e, secretamente, preencher esses espaços OCULTOS.

Continuamos nossa busca. Conversas, debates acalorados, desânimo, excitação. Houve momentos em que chegamos bem perto de uma solução e, quando parecia que tínhamos encontrado, encarávamos mais uma vez o DESCONHECIDO, o INDECIFRÁVEL. Quem foram? Como viveram? Como fazer esse enredo, se não sabemos?

Esses homens não gostariam de ter deixado suas histórias para futuras gerações? Certamente não queriam esconder sua cultura, hábitos, rituais que poderiam hoje estar ilustrando os livros, correndo nas telas dos cinemas, atravessando a Passarela do Samba.

Infelizmente, não tiveram essa escolha. Foram enterrados, incinerados, destruídos. Jamais saberemos sobre suas vidas, seu cotidiano, suas identidades.

Mesmo que quisessem esconder seus segredos, como sempre fizeram os homens de todos os tempos, nunca saberemos o que desejariam ter revelado sobre si mesmos. Nunca? Até agora, não.

Talvez devêssemos também desaparecer. Nos esconder e passar o carnaval DISFARÇADOS. Sumir na multidão. Pelos mais diferentes motivos. Os mais covardes e os mais nobres. Por errar e para acertar, também. Não agem assim os super-heróis e os vilões? Homens do bem e do mal? Espiões, bandidos, cientistas, escritores… Somem os homens, suas histórias, e somem coisas também.

Aviões e navios DESAPARECEM na imensidão. E nunca mais se sabe nada sobre eles. Então, começam a procurá-los. Criam inúmeras suposições sobre esses sumiços. Quem matou, quem fugiu, por que desapareceu? Onde se escondeu? Surgem histórias estranhas de todo lugar. Muitos acreditam que seres de outros planetas nos visitam para levar pessoas e objetos para estudos. Outros afirmam que extraterrestres já foram capturados e escondidos para pesquisa.

As especulações viram INVESTIGAÇÕES e a procura continua. Revistam a casa, o trabalho, os caminhos virtuais. Hoje, a coisa mais fácil é encontrar um sujeito pela Internet. Quebram e clonam suas SENHAS. Fazem pior: derrubam empresas inteiras descobrindo códigos de acesso, quebrando sistemas de segurança. Esses são sujeitos que ninguém encontra. Nunca se revelam e são capazes de invadir a vida de qualquer um.

Qual seria a CHAVE para nos revelar a saída? Que outros enigmas, códigos, FÓRMULAS SECRETAS e poções mágicas poderão ainda ser revelados no futuro?

O que dirão quando souberem o que está acontecendo? É melhor não saberem, manter em segredo tudo isso. É melhor assumir o que não podemos esconder? Ou esconder o que não podemos assumir?

Mas se quiser tentar DESVENDAR o que está acontecendo diante de seus olhos, não esqueça de que nem tudo o que se vê é o que parece ser… E se conseguir decifrar o que está por trás, não REVELE o segredo… Deixe-se levar pelo inesperado e surpreenda-se! No carnaval, você pode descobrir como são mutáveis as certezas que temos sobre o que vemos.

Paulo Barros, Isabel Azevedo, Ana Paula Trindade e Simone Martins

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